Com o tempo você aprende a diferença,
a sutil diferença entre dar a mão
e acorrentar uma alma.
(William Shakespeare)
Estabelecer a "sutil" (que na verdade nada tem de sutil) diferença entre certas coisas é mais uma questão de aperfeiçoamento sentimental, insistência, calma, amadurecimento e tolerância do que de qualquer outra coisa.
Claro que todas essas coisas envolvem o "bonitinho" do tempo (este que, para aqueles nada sabem ou de tudo se esquivam, é o remédio para todos os males do mundo) mas não é ele o fator determinante para que as coisas voltem ou saiam do normal... ele apenas cumpre a ritmada e ininterrupta sina de passar por nós, permitindo que no seu percurso as coisas aconteçam.
O tempo é indiferente, frio, impiedoso, e pouco se importa em curar nossas mágoas ou levar consigo nossa alegria... Ele simplesmente passa... Cabe a nós apenas fazer a vida enquanto ele corre... Cabe a nós tão somente e essencialmente (assim mesmo, paradoxo!) aprender como fazer as coisas fluírem com ele... Cabe a nós aprender a viver enquanto ele se esgota, mas NUNCA esperar que ele faça alguma coisa por nós.
Confesso que tenho uma certa "cisma" com o tempo... Sempre esperei que ele mudasse ao menos uma coisinha aqui ou outra ali... Nunca o fez! Aprendi que quando confiei no tempo para aplacar dores o máximo que consegui foi me distrair ao comprar um relógio... Aprendi que quando confiei no tempo pra me fazer esquecer um amor foi o meu coração que gritou desesperado porque o tempo nada fez... Aprendi que resolver as coisas ou suportá-las é um exercício de aperfeiçoamento sentimental, de força e não um encargo do tempo.
Daí, enfim, aprendi a "sutil" diferença entre as coisas... Aprendi a dissociar companheirismo de amizade, amizade de paixão, paixão de amor, amor de prazer... e descobri que o pior produto do prazer sem amor é a mágoa.
Aprendi que até posso concordar com a idéia de que paixão e projeção de perfeição possam ser amigas... De fato! Por que alguém se apaixonaria por um ser que de cara é todo imperfeição? São esses mecanismos do nosso cérebro que permitem que não nos isolemos do mundo, por que ninguém é perfeito.
TODAVIA, não me esqueçi que paixão passa, levando consigo aquelas borboletas azuis que costumam voar no estômago ao mero perfume do ser querido... Passa, e com ela vai abaixo toda e qualquer projeção de perfeição! Essa é a parte da vida que vale muito à pena, que torna a existência do ser humano algo recompensável... A paixão vai embora e fica em nós duas opções... Apaixonar-se novamente com direito a todas as ilusões e "borboletas azuis" ou aceitar a sacralidade de um amor!
Sim, o amor é sagrado! Apenas sentimentos sagrados resistem à aceitação de todas as imperfeições alheias... O amor é uma escolha... Diria eu que o amor é a fase que se instaura logo após o término de uma paixão... quando a paixão acaba os defeitos e imperfeições do outro afloram e é o amor que nos faz aceitá-los e mesmo amá-los, pois eles nos fazem crescer e nos impulsionam a entender o mundo, são essas imperfeições que nos levam ao melhor que podemos ser para conviver com elas, e só isso dá sentido ao amor.
O amor aceita imperfeições vez que não concentra a euforia da paixão, não preserva a desesperada expectativa da reciprocidade que tem a paixão... Ama-se por mera liberalidade, sem esperar nada em troca, ama-se somente por amar, por querer bem, por querer o melhor, ama-se pela necessidade de saber como foi o dia, pela importância que se dá às conquistas do outro... Ama-se não pela necessidade de beijos e sexo, porque a verdadeira beleza de tais coisas resulta de simples conseqüência do amor.
Aprendi tudo isso observando a mim mesma e observando as coisas ao meu redor... Compreendi isso após me permitir amar e me entregar a um não-amor apenas pra provar a mim mesma que meu mundo não girava em torno da pessoa que resolvi reconhecer e amar as imperfeições (isso deu muito, muito, muito errado!!!!!!!! Mas valeu)... Aprendi isso ao comparar experiências, quando aprendi a não esperar nada da pessoa que eu mais amo e quando decidi fazê-la entender que também não precisa mais esperar nada de mim...
Me senti mais gente, mais autônoma, mais leve no dia que descobri que eu não preciso esperar a casa cair... Que eu também tenho o direito de colocá-la abaixo!!! Que amar alguém não significa se tornar refém de todos os devaneios dessa pessoa...
Amar muitas vezes independe de merecimento por parte do ser amado.
E hoje, finalmente, eu me sinto MUITO bem, consciente de todas as escolhas feitas, e das conseqüências delas, embora apesar de tudo ainda reste aquela velha saudade, rebelde sem causa, que volta e meia me prova que embora o mundo dê voltas e voltas, que embora eu tente com todas as minhas forças, que embora saiba das decepções, dos erros, que embora tenha consciência do aprendizado, algumas coisas não mudam, nunca vão mudar, e é assim que vai ser!
Claro que todas essas coisas envolvem o "bonitinho" do tempo (este que, para aqueles nada sabem ou de tudo se esquivam, é o remédio para todos os males do mundo) mas não é ele o fator determinante para que as coisas voltem ou saiam do normal... ele apenas cumpre a ritmada e ininterrupta sina de passar por nós, permitindo que no seu percurso as coisas aconteçam.
O tempo é indiferente, frio, impiedoso, e pouco se importa em curar nossas mágoas ou levar consigo nossa alegria... Ele simplesmente passa... Cabe a nós apenas fazer a vida enquanto ele corre... Cabe a nós tão somente e essencialmente (assim mesmo, paradoxo!) aprender como fazer as coisas fluírem com ele... Cabe a nós aprender a viver enquanto ele se esgota, mas NUNCA esperar que ele faça alguma coisa por nós.
Confesso que tenho uma certa "cisma" com o tempo... Sempre esperei que ele mudasse ao menos uma coisinha aqui ou outra ali... Nunca o fez! Aprendi que quando confiei no tempo para aplacar dores o máximo que consegui foi me distrair ao comprar um relógio... Aprendi que quando confiei no tempo pra me fazer esquecer um amor foi o meu coração que gritou desesperado porque o tempo nada fez... Aprendi que resolver as coisas ou suportá-las é um exercício de aperfeiçoamento sentimental, de força e não um encargo do tempo.
Daí, enfim, aprendi a "sutil" diferença entre as coisas... Aprendi a dissociar companheirismo de amizade, amizade de paixão, paixão de amor, amor de prazer... e descobri que o pior produto do prazer sem amor é a mágoa.
Aprendi que até posso concordar com a idéia de que paixão e projeção de perfeição possam ser amigas... De fato! Por que alguém se apaixonaria por um ser que de cara é todo imperfeição? São esses mecanismos do nosso cérebro que permitem que não nos isolemos do mundo, por que ninguém é perfeito.
TODAVIA, não me esqueçi que paixão passa, levando consigo aquelas borboletas azuis que costumam voar no estômago ao mero perfume do ser querido... Passa, e com ela vai abaixo toda e qualquer projeção de perfeição! Essa é a parte da vida que vale muito à pena, que torna a existência do ser humano algo recompensável... A paixão vai embora e fica em nós duas opções... Apaixonar-se novamente com direito a todas as ilusões e "borboletas azuis" ou aceitar a sacralidade de um amor!
Sim, o amor é sagrado! Apenas sentimentos sagrados resistem à aceitação de todas as imperfeições alheias... O amor é uma escolha... Diria eu que o amor é a fase que se instaura logo após o término de uma paixão... quando a paixão acaba os defeitos e imperfeições do outro afloram e é o amor que nos faz aceitá-los e mesmo amá-los, pois eles nos fazem crescer e nos impulsionam a entender o mundo, são essas imperfeições que nos levam ao melhor que podemos ser para conviver com elas, e só isso dá sentido ao amor.
O amor aceita imperfeições vez que não concentra a euforia da paixão, não preserva a desesperada expectativa da reciprocidade que tem a paixão... Ama-se por mera liberalidade, sem esperar nada em troca, ama-se somente por amar, por querer bem, por querer o melhor, ama-se pela necessidade de saber como foi o dia, pela importância que se dá às conquistas do outro... Ama-se não pela necessidade de beijos e sexo, porque a verdadeira beleza de tais coisas resulta de simples conseqüência do amor.
Aprendi tudo isso observando a mim mesma e observando as coisas ao meu redor... Compreendi isso após me permitir amar e me entregar a um não-amor apenas pra provar a mim mesma que meu mundo não girava em torno da pessoa que resolvi reconhecer e amar as imperfeições (isso deu muito, muito, muito errado!!!!!!!! Mas valeu)... Aprendi isso ao comparar experiências, quando aprendi a não esperar nada da pessoa que eu mais amo e quando decidi fazê-la entender que também não precisa mais esperar nada de mim...
Me senti mais gente, mais autônoma, mais leve no dia que descobri que eu não preciso esperar a casa cair... Que eu também tenho o direito de colocá-la abaixo!!! Que amar alguém não significa se tornar refém de todos os devaneios dessa pessoa...
Amar muitas vezes independe de merecimento por parte do ser amado.
E hoje, finalmente, eu me sinto MUITO bem, consciente de todas as escolhas feitas, e das conseqüências delas, embora apesar de tudo ainda reste aquela velha saudade, rebelde sem causa, que volta e meia me prova que embora o mundo dê voltas e voltas, que embora eu tente com todas as minhas forças, que embora saiba das decepções, dos erros, que embora tenha consciência do aprendizado, algumas coisas não mudam, nunca vão mudar, e é assim que vai ser!
"e descobri que o pior produto do prazer sem amor é a mágoa."
ResponderExcluiracho q eu já tinha falo isso pra vc , não?!?!
O tempo nada pode fazer, verdade...cabe a nós não deixar q ele passe sem q possamos sorrir,correr,chorar de alegria,pular,cantar...amar!
...
A vida e curta, e o tempo esta passando!
:(
ResponderExcluirIsso me lembrou coisas que não gosto de lembrar!