segunda-feira, 18 de julho de 2011

Aos meus amigos!

Sou do tipo que acredita não existir momento mais ou menos oportuno para tecer algumas observações a respeito da importância das pessoas... Hj mesmo estava voltando pra casa, de trem, num friozinho gostoso de uns 10 graus, e uma música me fez pensar em quantas pessoas especiais existem em minha vida, que me fazem sorrir, refletir, amar...

Por isso aqui estou eu, publicamente disposta a agradecer de coração pela amizade e amor incondicional que me oferecem e me fazem sentir meus amigos Marcinho (pelas madrugadas de resenha... haha), Robinho (meu mano do coração, por todos os sorrisos, abraços e conselhos verdadeiros), Mirla (minha naja de estimação), Malane (pelas travessuras do colegial), Carol Lima (minha bixinha lindaaaaa), Deise (desde os tempos da pré-escola), Kahena (minha branquela... kkk), Maressa, Alex (papy), Joka (meu padrinho mais lindo), Klaus, João Wilker, Evailton (pelo amor de todos esses anos...), Victor, Day, Mony, Diogo, Ives, Cassinho, Adriel...

Ao Professor Júlio pelos ensinamentos e colaboração na construção do meu caráter, lições de vida simplesmente inesquecíveis!!!
Agradecer pelas tardes animadas de trabalho com a Srta. Cristiane, Carol, Sergito, Sr. Wilson (pelo paisagismo sempre conveniente em todas as tardes de trabalho... Rsrs)... Pela animação e conhecimento que me proporcionam os heróis do contencioso (como diria o Dr. Milton... kkk) e demais amigos do Ssfa ...

Agradecer pela cumplicidade, amor, carinho e confiança sem medidas do meu amado Eri (com quem compartilho meus melhores momentos)... Pelo amor do pedaçinho da minha vida que se chama Vagner(meu primo, irmão, amor...), a Jônatas (responsável por momentos inesquecíveis e dolorosos da minha infância.. kkk), Gaby e Gabriel, Kamilinha, Ly, tia Otília (minha mãe preta, por todos esses anos de carinho), meu avô Mecias (por me deixar sempre saber do orgulho que tem de mim), meu tio Odilon (pela AMIZADE!) e Danilo (por demonstrar de forma tão sincera um amor extraordinário).

Obrigada a Cleide, Edna, Sam, e Bruno pelas pessoas maravilhosas que são, pelas farras e palavras de carinho... Por se deixarem ser minha família e me deixar fazer parte de sua família... isso não tem preço!

E, não poderia faltar, claro, minha mamãe... Dona Ester, que não sei como, mas me aguenta por todas as manhãs, tardes e noites da minha vida! Minha razão de viver!!!!

Enfim... Obrigada a TODOS que com um simples sorriso transformam meus dias em uma experiência incrível... Sem vocês eu nada seria!

domingo, 17 de julho de 2011

Anjo



Hoje eu acordei mais cedo
E fiquei te olhando dormir
Imaginei algum suposto medo para que tão logo pudesse te cobrir
Tenho cuidado de você todo esse tempo,
Você está sob meu abraço, minha proteção
Tenho visto você errar e crescer, amar e voar
Você sabe onde pousar
Ao acordar já terei partido
Ficarei de longe, escondido
Mas sempre perto, decerto como se eu fosse humano,
vivo, 
Vivendo pra te cuidar, te proteger
Sem você me ver, sem saber quem sou
Se sou anjo, ou se sou seu amor!



domingo, 10 de julho de 2011

Azul, ainda que escuro!

Tentar ser adulto é uma coisa complicada... Todo mundo acha que você tem quer ser mais razoável, menos sentimental, mais forte, menos bobo, mais racional... mas ninguém por mais adulto que seja consegue ser assim... Eu não quero ser assim!!!

Essa semana minha mãe me acusou de estar sendo criança! Ótimo!!! Assim ela não vai ficar se perguntando o que está acontecendo quando eu disser que a única coisa que estou precisando é de colo... Não vai me achar tola quando simplesmente desabar no choro numa madrugada como essa - simplesmente por saudade - ou então começar rir com toda empolgação do mundo pela coisa mais boba possível. Não vai achar loucura quando eu disser que estou com saudades de um cheiro - afinal crianças são muito ligadas a cheiros, não são? 

Perfeito, ela não vai achar estranha a sinceridade da minha tristeza, não vai censurar com rigor minha recusa incessante em sair da cama pra enfrentar o mundo (como fazem as crianças que pela manhã são obrigadas a ir à escola)... Vai achar um bobo exagero quando eu disser que nada está no seu lugar... Que coisas de extrema importância perderam o sentido pra mim... Pelo menos ela não vai ficar preocupada com a (a)normalidade desse meu mundo adulto (sim, esse é meu mundo adulto).

Danem-se aqueles que acham que o mundo ainda gira... Porque pra mim tanto faz se ele gira ou está parado... Tanto faz! Não vou mentir (isso faz parte da minha sinceridade de criança). Bem como tanto faz o que você acha... Não muda nada... Nunca mudou... Nunca vai mudar! Tanto faz se admitir que eu me perdi no meio do caminho é sinônimo de fraqueza, tanto faz se chorar é bobagem, tanto faz se seu tenho que continuar, ou parar, tanto faz... Não muda nada... Nunca mudou... Nunca vai mudar... Eu me perdi no meio do caminho... Eu continuo chorando pela ausência não consentida... Eu continuo parando e paro pra continuar... E não muda nada... Nada... Nada!!!

Se algum dia for possível olhar no fundo dos meus olhos, sem essa máscara que você cria em torno do seu mundo adulto, forte, racional e idiota, você verá a beleza da transparência que um dia julgou ser meu defeito. Se algum dia você for capaz de tirar sua armadura e me encarar de frente verá toda a lucidez de ser louca a ponto de gritar pro mundo com toda fortaleza a minha fragilidade... E a minha resistência pra suportar a resposta do mundo (que nunca é positiva!).

E se isso nunca acontecer... Se nunca for possível entender... Se nunca for possível voltar aos seus cinco anos... Continue aí no seu mundinho adulto, idiota, que eu fico no meu, sincero ainda que triste... Azul, ainda que escuro, e um pouquinho feliz ao menos por não preocupar minha mãe! Um pouquinho feliz pela ausência de hipocrisia,  pela espontaneidade, pela loucura, pela coragem pra quebrar a cara... e levantar novamente, e novamente, e novamente!

Ah, mas fica aí no seu mundinho adulto se quiser... SÓ NÃO INTERFIRA NO MEU!!!


segunda-feira, 25 de abril de 2011

Pondé... Sabe de tudo!

Luiz Felipe Pondé - Vigília - FSP  de 14/03/2011

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      Existe coisa mais brega do que querer amar a si mesmo? Buscar o amor próprio é totalmente inútil!!!
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VOCÊ TEM baixa autoestima? Se sua resposta for "não", provavelmente se enganou.

Por quê? Porque todo mundo tem baixa autoestima por razões óbvias: falta de grana, de afeto, de saúde. E corpo e alma são feitos de grana, afeto e saúde.

Esse tripé é a chave para os aproveitadores do sobrenatural "acertarem" com frequência suas consultas sobre o destino de suas vítimas.

Resumindo a dor humana, tudo cabe nesse tripé. Basta atirar numa dessas razões óbvias, seguindo alguns critérios de como o cliente se apresenta, que a chance de acertar é grande.
Quase sempre o cliente é mulher, dizem os especialistas. Os homens seriam mais céticos. Por quê? Porque, dizem, "almas femininas" são mais dadas a crenças ingênuas. Eu cá tenho minhas dúvidas sobre isso porque conheço mulheres que deixam qualquer assaltante de banco assustado pela frieza com a vida.

Se for jovem, menos chance de ser doença, a menos que seja na família (neste caso, a menina tem que ter uma carinha de madre Tereza de Calcutá, do contrário, o que é mais provável, é quase sempre amor, porque meninas só pensam em meninos, graças a Deus).

Se for mais velha, saúde pode ser uma boa pedida. Mas, se estiver mal vestida, grana pode ser a causa também. Quando falta grana, a saúde normalmente falta também. Ou faltará.

Mas divago. Voltemos à miséria da baixa autoestima.

O mercado da autoestima cresce com livros e treinamentos e conferências para motivação e assertividade. O efeito dura uns dois dias, dependendo do estado de espírito. Se a dor for muito grande, a dependência da autoajuda poderá se tornar um vício.

Eu, que sou um medieval em matéria de natureza humana (afora alguns trágicos modernos), confio mais nos antigos e medievais, justamente porque não temiam ver o ser humano como um miserável em termos de autoestima.

Como o pensamento moderno e contemporâneo é um pensamento "para um mundo melhor", só pode virar autoajuda.

Entre outros, adoro santo Agostinho (354 d.C.-430 d.C.). Meus alunos, moçada de 18 ou 19 anos, da elite econômica, lêem santo Agostinho. Eles discutem pecado, graça, inferno, o Mal, Deus, mito de Adão e Eva e afins.

E sem qualquer um desses "recursos didáticos" inventados para o professor não ter que dar aula ou não ter que entender do assunto.

Quase toda a pedagogia "moderna" é blá-blá-blá.

E grande parte dos problemas da sala de aula é fruto da baixa vocação dos professores e do fato de que grande parte dos estudantes não tem nenhuma vocação para aprender qualquer coisa além do que interessa para garantir um lugar no mercado de trabalho.

Inteligência sempre foi uma maldição de poucos e isso nada tem a ver com grana ou com você ser uma pessoa moralmente legal. A falta de grana apenas ajuda a esmagar você mais rápido, o que piora se você for uma pessoa mais sensível.

Baixa autoestima é a regra do mundo.

Todo adulto sabe disso. No trabalho, no corpo, na alma.

Mas ficou na moda dizer que todo mundo é "maravilhoso!".

Voltando a um dos meus santos favoritos, santo Agostinho.

Segundo dizem, ele não era um cara fácil.

É sempre assim com os santos: nunca são santinhos.

Entendia de ser humano. Sabia que no fundo da alma habita o medo da tristeza e do fracasso, inevitáveis quando se é mortal (em todos os sentidos do termo).

Ao contrário do que se diz, quando acreditamos nesse blá-blá-blá de "amar a si mesmo", afundamos na miséria da baixa autoestima, porque conhecemos no silêncio de nós mesmos as baixarias que compõem a substância de nossa alma.

Dentro de cada um de nós habita um demônio em vigília.

"Autoestima" é um termo contemporâneo, mas cabe bem na reflexão agostiniana sobre a vaidade como prisão psicológica.

Existe coisa mais brega do que querer amar a si mesmo? Amar a si mesmo é vão.

Uma pérola de santo Agostinho para começar sua semana: se você quiser ser livre, ame. Isso aí: não é buscando ser amado que escapamos da miséria da baixa autoestima, mas amando. Qualquer egoísta pode ser amado.

Os melhores dias da minha vida são aqueles em que eu não lembro que existo.

sábado, 19 de março de 2011

Sumi...

Sumi porque só faço besteira em sua presença, fico mudo
quando deveria verbalizar, digo um absurdo atrás do outro quando
melhor seria silenciar, faço brincadeiras de mau gosto e sofro
antes, durante e depois de te encontrar.

Sumi porque não há futuro e isso não é o mais difícil de
lidar, pior é não ter presente e o passado ser mais fluido que o ar.

Sumi porque não há o que se possa resgatar, meu sumiço é
covarde mas atento, meio fajuto meio autêntico, sumi porque
sumir é um jogo de paciência, ausentar-se é risco e sapiência...

Pareço desinteressado, mas sumi para estar para sempre do seu
lado, a saudade fará mais por nós dois que nosso amor e sua
desajeitada e irrefletida permanência.


Martha Medeiros